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Ambos os lordes Royce e seus filhos. Sor Loras Tyrell. Lorde Mace

Tyrell, seus irmãos, tios e filhos. O sacerdote vermelho, Thoros de

Myr. Lorde Beric Dondarrion. Senhora Lysa Arryn e o filho, o

pequeno Lorde Robert. Lorde Hoster Tully, o irmão, Sor Brynden, e o

filho, Sor Edmure. Lorde Jason Mallister. Lorde Bryce Caron, da

Marca. Lorde Tytos Blackwood. Lorde Walder Frey e o herdeiro, Sor

Stevron. Lorde Karyl Vance. Lorde Jonos Bracken, A Senhora Sheila

Whent. Doran Martell, Príncipe de Dorne, e todos os seus filhos.

Tantos, pensou, enquanto Pycelle continuava a ler, que será preciso

um bando inteiro de corvos para enviar estas ordens.

E por fim, quase em último, chegaram os nomes que Sansa temia. A

Senhora Catelyn Stark. Robb Stark. Brandon Stark, Rickon Stark,

Arya Stark. Sansa abafou um arquejo. Arya. Queriam que Arya se

apresentasse e fizesse um juramento... isto significava que a irmã

tinha fugido na galé, já devia estar a salvo em Winterfell...

O Grande Meistre Pycelle enrolou a lista, enfiou-a na manga

esquerda e retirou outro pergaminho da direita. Limpou a garganta e

prosseguiu.

- No lugar do traidor Eddard Stark, é desejo de Sua Graça que Tywin

Lannister, Senhor de Rochedo Casterly e Protetor do Oeste, ocupe o

posto de Mão do Rei, para falar com a sua voz, liderar os seus

exércitos contra os seus inimigos e pôr em prática a sua real

vontade. Assim decretou o rei. O pequeno conselho consente. No

lugar do traidor Stannis Baratheon, é desejo de Sua Graça que a

senhora sua mãe, a Rainha Regente Cersei Lannister, que sempre foi

a sua mais dedicada apoiadora, se sente no seu pequeno conselho,

para que possa ajudá-lo a governar sabiamente e com justiça. Assim

decretou o rei. E o pequeno conselho consente.

Sansa ouviu murmúrios dos senhores que a rodeavam, mas foram

rapidamente abafados. Pycelle prosseguiu.

- E também desejo de Sua Graça que o seu leal servidor, Janos Slynt,

Comandante da Patrulha da Cidade de Porto Real, seja de imediato

promovido à categoria de lorde e que lhe seja atribuído o antigo

domínio de Harrenhal com todas as suas terras e rendimentos, e que

seus filhos e netos mantenham essas honrarias após a sua morte e

até o fim dos tempos. Ordena ainda que Lorde Slynt se sente

imediatamente no seu pequeno conselho, para ajudar no governo do

reino. Assim decretou o rei. E o pequeno conselho consente.

Sansa detectou movimento pelo canto do olho quando Janos Slynt

fez sua entrada. E então os murmúrios foram mais sonoros e mais

zangados. Senhores orgulhosos, cujas casas remontavam há milhares

de anos, abriram relutantemente caminho ao plebeu meio careca

com cara de sapo que passava por eles. Escamas douradas tinham

sido cosidas ao veludo negro de seu gibão e ressoavam suavemente a

cada passo. O manto era de cetim xadrez, negro e ouro. Dois rapazes

feios, que deviam ser seus filhos, caminhavam à sua frente, lutando

com o peso de um sólido escudo de metal tão alto como eles. Como

símbolo tinha escolhido uma lança ensanguentada, de ouro em

campo negro como a noite. Ao vê-la, Sansa sentiu arrepios.

Enquanto Lorde Slynt tomava seu lugar, o Grande Meistre Pycelle

prosseguiu:

- Por fim, nestes tempos de traição e perturbação, com o nosso

querido Robert tão recentemente morto, é opinião do conselho que a

vida e a segurança do Rei Joffrey é de suprema importância.. - olhou

para a rainha.

Cersei pôs-se em pé.

- Sor Barristan Selmy, apresente-se.

Sor Barristan tinha estado na base do Trono de Ferro, tão imóvel

como uma estátua, mas agora caía sobre o joelho e inclinava a

cabeça.

- Vossa Graça, estou às suas ordens.

- Erga-se, Sor Barristan - disse Cersei Lannister. - Pode tirar o elmo.

- Senhora? - erguendo-se, o velho cavaleiro tirou o grande elmo

branco, embora não parecesse compreender por quê.

- Tem servido o reino longa e fielmente, meu bom sor, e todos os

homens e mulheres nos Sete Reinos lhe devem agradecimentos. Mas,

agora, temo que seu serviço esteja no fim. É desejo do rei e do

conselho que se alivie do seu pesado fardo.

- O meu... fardo? Temo que... que não...

O recém-nomeado lorde, Janos Slynt, falou com a voz pesada e

brusca.

- Sua Graça está tentando dizer que está demitido do posto de

Senhor Comandante da Guarda Real.

O alto cavaleiro de cabelos brancos pareceu encolher, ali, em pé,

quase sem respirar.

- Vossa Graça - disse por fim. - A Guarda Real é uma Irmandade

Juramentada. Nossos votos são feitos para a vida. Só a morte pode

demitir o Senhor Comandante de sua responsabilidade sagrada.

- A morte de quem, Sor Barristan? - a voz da rainha era suave como

seda, mas as palavras soaram em todo o salão. - A sua, ou a do seu

rei?

- O senhor deixou meu pai morrer - disse Joffrey acusadoramente de

cima do Trono de Ferro. - É velho demais para proteger alguém.

Sansa viu o cavaleiro olhar para seu novo rei. Nunca como agora o

vira aparentar a idade que tinha.

- Vossa Graça - disse. - Fui escolhido para as Espadas Brancas no

meu vigésimo terceiro ano. Sempre sonhara com isso, desde o

primeiro momento em que empunhei uma espada. Renunciei a

qualquer pretensão à minha fortaleza ancestral. A donzela com quem

ia me casar desposou meu primo, eu não tinha falta de terras ou

filhos, viveria pelo reino. Foi o próprio Sor Gerold Hightower quem

me ouviu os votos... de proteger o rei com todas as minhas forças..

de dar meu sangue pelo dele... Lutei ao lado do Touro Branco e do

Príncipe Lewyn de Dorne.. ao lado de Sor Arthur Dayne, a Espada da

Manhã. Antes de servir vosso pai, ajudei a proteger o Rei Aerys, e

antes dele o pai, Jaehaerys... três reis...

- E todos estão mortos - Mindinho fez notar.

- Seu tempo acabou - anunciou Cersei Lannister. - Joffrey precisa de

homens jovens e fortes ao seu redor. O conselho decidiu que Sor

Jaime Lannister tome o seu lugar como Senhor Comandante dos

Irmãos Juramentados das Espadas Brancas.

- O Regicida - disse Sor Barristan, com a voz dura de desprezo. - O

falso cavaleiro que profanou sua lâmina com o sangue do rei que

jurara defender.

- Tenha cuidado com o que diz, senhor - avisou a rainha. - Fala do

nosso amado irmão, do sangue do seu rei.

Lorde Varys falou, mais suavemente que os outros.

- Não esquecemos os seus serviços, meu bom senhor. Lorde Tywin

Lannister concordou generosamente em lhe conceder um bom trecho

de terras ao norte de Lannisporto, junto ao mar, com ouro e homens

suficientes para construir uma robusta fortaleza e criados para lhe

satisfazer todas as necessidades.

Sor Barristan ergueu vivamente os olhos.

- Um salão onde morrer, e homens para me enterrar. Agradeço-lhes,

senhores... mas escarro na sua piedade - ergueu as mãos e abriu as

fivelas que mantinham o manto no lugar, e o pesado pano branco

deslizou-lhe dos ombros e foi cair num monte, no chão. Seu capacete

caiu com um clang. - Sou um cavaleiro - disse-lhes. Abriu as

presilhas de prata da placa de peito e também a deixou cair. -