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Como?

Você sabe como.

Não posso!

Tom, você precisa! É nossa única esperança.

É impossível. O Grande e Poderoso Tartaruga poderia fazer isso, mas sou apenas…

Thomas Tudburyo Grande e Poderoso Tartaruga.

Não, sou apenas um homem comum que já passou dos 40, bebe cerveja demais e não come direito, e que trabalha numa bosta de uma loja de conserto de eletrônicos. Não sou um maldito herói.

Pra mim, você é. Você trouxe minha sanidade de volta e, provavelmente, minha vida.

Esse foi o Tartaruga.

Tom, o Tartaruga é um aglomerado de placas de ferro, TV, câmeras, luzes e alto-falantes. O que faz o Tartaruga o que ele é? O homem dentro dele. Você é o ás, Tom, é hora de sair da carapaça.

O terror brotava da mente do homem em ondas poderosas, chocava-se contra os escudos de Tach, fazendo-o duvidar de seu próprio plano.

Não posso. Me deixe em paz.

Não, vou até o fim nisso, e você precisa atender às expectativas, porque, se não o fizer, terei morrido por nada.

Morrer! O que você vai…

Ele interrompeu o elo telepático, pensando se teria colocado muita pressão nas emoções frágeis do Tartaruga. Tarde demais para pensar nisso.

Kibr?

Que foi, rapaz?

Achamos que o tom da senhora é menos que agradável, Ajayiz’et Benaf’saj.

Ela moderou o tom, acrescentando uma camada formal de respeito, se não por ele, ao menos por sua posição.

O que deseja, chefe do clã?

Convoque a tripulação, há uma cerimônia de adoção a ser realizada.

Qual é seu truque agora?

Espere para ver ou me negue e fique curiosa para sempre, disse ele, insolente.

Ela riu, reluzindo na mente dele.

Um desafio. Muito bem, meu pequeno príncipe, veremos o que está aprontando.

Todos se reuniram no compartimento. Tom olhou ao redor e soltou um grito angustiado.

— Minha carapaça!

Os lábios de Zabb se esgarçaram num sorriso grosseiro.

— Nós a jogamos no espaço. Estava tomando muito espaço.

Tach prestou pouca atenção no desespero do Tartaruga. Seus olhos pairaram rapidamente em torno do compartimento para assegurar-se de que o deslocador de singularidade ainda estava no lugar.

— Tinha infravermelho e lentes de zoom, e estofado costurado e…

Zabb ria.

— Seu merda!

Zabb deu um passo à frente, punho erguido.

— Zabb brant Sabina sek Shaza sek Risala, toque minha estirpe, e não lhe darei a cortesia de me enfrentar. Vou matá-lo como um cão vadio na rua.

Zabb estremeceu e virou-se lentamente para encarar o primo mais novo.

— Que farsa é esta?

— Como um membro reprodutor da casa de Ilkasam, exerço meu direito de adotá-los, em carne e osso, à minha linhagem.

— Você adotará esses seres humanos? — perguntou Benaf’saj.

— Sim.

Ela o mediu com um olhar imperioso.

— Acredito que pouco adicionarão à sua importância.

Tach caminhou até ficar entre Viajante e Tartaruga, e agarrou ambos pelos pulsos.

— Eu preferiria tê-los ligados e unidos a mim do que muitos que podem fazer uma reivindicação maior a tal direito. — Seus olhos deslizaram para Zabb.

— Muito bem, é seu direito. — A senhora sentou-se numa banqueta que Hellcat delicadamente expeliu para ela. — Vocês concordam com esta adoção, entendendo os deveres e obrigações daqueles que são assim honrados?

Três pares de olhos estavam fixos em Tach, e ele meneou levemente a cabeça.

— Concordamos — Asta disse com firmeza enquanto os dois homens continuavam parados e hesitantes.

— Saibam então que vocês, e todos os seus herdeiros e sucessores, estarão eternamente ligados à casa de Ilkasam, linhagem de Sennari, por seu filho, Tisianne. Em todas as questões, sejam grandes e tragam a glória e a servidão a esta casa.

— Somos, tipo, takisianos agora, cara? — Viajante perguntou num sussurro penetrante.

— Este ritual serve para ligar os cegos psíquicos a uma casa. Você não tem permissão para casar com qualquer membro da classe mental, mas merece nossa ajuda e proteção.

— Então somos servos — Tom rascou.

— Não, mais como cavalariços. Meros serviçais nunca são formalmente adotados. — Ele deu meia-volta e lançou a Zabb um olhar severo. — Mas pelos meus pais, você, primo, me insultou, e mostrou desprezo e violência contra minha estirpe, e me deve satisfação.

Antes que Zabb pudesse se mover, Benaf’saj tomou a palavra.

— Você não precisa aceitar o duelo. A cortesia não se aplica retroativamente a cegos psíquicos.

O comandante fez uma mesura.

— Mas, Ajayiz’et, isso me dará o grande prazer de enfrentar meu amado primo. Rabdan, você me servirá?

— Sim, comandante.

— E, Sedjur, você me servirá? — Tachyon perguntou. O velho conseguiu concordar com a cabeça.

Os dois homens moveram-se rapidamente para um armário de armas, e Tach juntou-se aos seus amigos. Enquanto tirava os sapatos, o casaco e o colete bordado, e começou a prender seus babados, disse em voz baixa:

— Fiquem bem juntos. Tom, você sabe o que fazer, mas pelo amor dos deuses aja rapidamente. — Ele ignorou o sacudir de cabeça frenético do homem. — Felizmente, a espada pequena dá a vantagem da defesa, mas serei muito pressionado para afastar Zabb. A atenção da minha família estará concentrada em mim. Ninguém deve perceber seus atos, e, assim que tiver o dispositivo, mando vocês pra casa.

— E você? — murmurou Tom.

Tachyon deu de ombros.

— Fico aqui. Afinal, é uma questão de honra. Não fugirei.

— Odeio esses malditos heróis.

— Alguém tem alguma coisa para prender meu cabelo?

Asta abaixou-se sobre um joelho e fuçou na grande bolsa de dança. Puxando uma sapatilha de ponta, ela arrancou uma fita rosa e entregou ao takisiano. Ficou horrível com seus cachos vermelhos metálicos.

— Senhor — disse Sedjur, suavemente. Ele segurava a manga de malha de aço que cobria o braço da espada até o cotovelo, e uma espada lindamente entalhada e forjada. O punho era encravado com pedras semipreciosas, e o trabalho de filigrana na guarda do punho era tão fino que parecia um laço.

— Não fique tão deprimido, velho amigo.

— Como não ficar? Você não é páreo para ele.

— Não é gentil da sua parte dizer isso. Especialmente porque você me treinou.

— E a ele; e eu digo de novo, você não é páreo para ele.

— É necessário. — Seu tom indicou que o assunto estava encerrado, e ele olhou de forma autocrática para a cabeça do velho empregado, enquanto a armadura era presa ao seu antebraço direito.

Asta riu histericamente quando uma caixa de resina foi trazida e Tach cuidadosamente cobriu a sola dos pés com meias. Ela cobriu a boca com as mãos e se aquietou.

Tach, movendo-se para o centro do salão, ergueu seu florete diversas vezes para acostumar-se com o peso, e para lembrar seus músculos das antigas habilidades, havia muito destreinadas. Ele não culpou Asta pelo riso contido. Para os humanos modernos, esse ritual arcaico combatido com armas antigas devia parecer estranho, especialmente numa raça interestelar. Mas havia motivos sólidos para a devoção takisiana às armas brancas. Tinham armas atômicas e a laser, mas, para o combate corpo a corpo dentro da pele de uma das naves vivas, uma arma que não excedesse o alcance do braço era melhor. Um disparo indiscriminado de projéteis ou armas de luz equivalentes poderia danificar muito uma nave, e não importaria muito se a tripulação vencesse ou não. Também havia o fato de os takisianos amarem o drama. Em geral, qualquer idiota poderia aprender a atirar. Para ser um espadachim era necessário habilidade verdadeira.