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… Durg estava em pé, encarando-a. Ela chutou o peito dele. Ele bloqueou sem esforço. Ela voou para cima dele com a fúria de boleadeiras, chutando a cabeça, o joelho, a virilha. Ele deu vários passos para trás, então, quando ela bateu novamente, ele saltou e atacou com as duas pernas, chutando a Menina Lua através da sala para rebentar contra a parede externa.

Tachyon hesitou. Poderia tentar apossar-se da mente de Durg, mas ele toparia com a capacidade psiônica única que os Morakh possuíam, uma resistência quase intransponível à coerção mental. Enquanto ele se concentrasse em Durg, Rabdan o mataria… se tentasse combater os escudos bem fracos de Rabdan, Durg mataria a Menina Lua. Ele pegou a pistola, esperando que a garota não fosse muito severa em seu julgamento…

Ela se virou. Durg estava chocado; quando ele chutava alguém com tanta força, este desmaiava. Ele se lançou para a frente, negligente.

Ela o encontrou no meio do caminho. Agarrando a túnica de frente, ela caiu de costas com as botas na barriga do monstro e projetou-o sobre esta. A força combinada do salto e o impulso dela lançaram-no como um rebite através da parede, quatro andares acima da rua.

— Ai, meu Deus — disse ela, ficando em pé. — Espero que não o tenha machucado. — Ela correu até o buraco. — Ele ainda está se movendo. — Sem hesitar, ela desceu, escalando a parede.

Pensando que ela poderia se cuidar, Tach a deixou ir, ainda surpreso. Durg era tão forte quanto alguns ases humanos poderosíssimos. A Menina Lua, de qualquer forma, tinha força meta-humana, não era páreo para ele — havia dominado o monstro apenas com habilidade. Durg, o mestre assassino.

Rabdan saiu do estado atônito e escancarou a porta. A mente de Tachyon agarrou a de Rabdan como mão de ferro. E espremeu.

— E agora, amigo — ele falou —, vamos conversar.

Era ruim. Rabdan era um incompetente e, mais do que outra coisa, um covarde. Ainda assim, era um Lorde Psíquico, e ao menos ele se comportava como um, o pior para ele. Nenhum escudo normal que ele pudesse erguer poderia refrear o sutil Tisianne de espiar até a última migalha de informação de seu cérebro. Mas Rabdan, em situações extremas, ficava heroico, colocava a trava mortal, deitava seu nome sobre ela. Tudo o que ele era se opunha a Tachyon, e nenhuma sutileza, nenhum artifício ou força poderia superar essa oposição e deixar qualquer coisa de Rabdan intacta.

Talvez esta fosse a astúcia final de Rabdan: sabendo do coração mole de seu primo distante, apostou que Tisianne evitaria a determinação de deslindar sua mente, pedaço a pedaço.

O discernimento de Rabdan nunca foi dos melhores.

Alegria, alegria, alegria. Meu mestre chega novamente e tão cedo. Ou tem algo errado para ele ter tanto tempo assim para mim de repente?

Corta essa, Baby.

— Olá, Baby. E aí, tudo bem? — Ela piscou suas luzes num feliz cumprimento e abriu uma trava em sua lateral.

A maldita rocha estava a caminho da Terra, claro. O povo de Zabb a desviara meses atrás. Não muito; exigiria quantidades tremendas de força para mudar o momento de tal massa até qualquer valor notável. Uma fenda de um grau, pouco perceptível, mas, com o passar do tempo, suficiente.

Era uma rocha familiar para os terráqueos; seu reaparecimento, imperceptível. Mesmo assim, Rabdan e Durg vieram à Terra para garantir que seus destinatários pretendidos não percebessem que o itinerário havia mudado. Que sorte, então, quando a alteração no curso fora notada por um homem que absolutamente nenhuma autoridade ouviria — cuja alegação da descoberta da rocha, por assim dizer, significaria que todos os outros cientistas do planeta a julgariam como algo inferior. Os takisianos não poderiam ter pedido algo melhor para selar o destino do planeta. Ninguém perceberia o que estava acontecendo até o asteroide estar tão perto que sua rota seria incontornável. E, assim, seria tarde demais, nem todas as armas termonucleares dos estoques do planeta poderiam evitar a desgraça vindoura.

Mas os aliados entraram em pânico. Os aliados de Zabb. Embora odiasse seu primo, Tachyon mal poderia ser capaz de acreditar naquilo.

A vasta massa de perversidade que era a Mãe do Enxame detectara a Hellcat enquanto ela flutuava na órbita do mundo que almejava, da sua forma turva e insistente, para dominá-lo, e atacou. E, de alguma forma, por suas próprias razões maléficas, assim que o ataque fora repelido, o cão de guerra dos Ilkazam fez uma aliança com o maior inimigo da sua casa — de todos os takisianos.

Juntos, traçaram um plano. Semiconsciente, a Mãe percebeu apenas que o plano fora detectado quando Dr. Warren fez seu anúncio. Agiu às pressas, deixando Rabdan com nada menos que o prazer de tentar desfazer o dano que ela havia moldado.

Pareceu um destino fabuloso distinguir nas ruas do Bairro dos Curingas um ser que poderia ser confundido com um broto. Assim, Rabdan e Durg foram até o Central Park e conseguiram uma testemunha. Como pode falhar? Rabdan alegrou-se com o camarada.

Tach dera a Rabdan a misericórdia final que nenhum takisiano poderia negar a outro. A Menina Lua acreditou que o coração dele parou inesperadamente sob a sonda mental, e Tach sentiu-se imundo por ter mentido para ela. Tach levou as imagens roubadas do laboratório de Warren para Baby. Sua análise astrogacional confirmou a história de Rabdan. Uma sessão de planejamento apressada, uma noite gasta tentando dormir.

Agora, Viajante e Tachyon estavam prontos para lançar um esquema genuinamente imprudente para Salvar o Mundo. Não havia tempo para pensar em outro. Já poderia ser tarde demais.

E, lá fora, Zabb aguardava. Zabb. Aquele que assassinara a Kibr de Tach. E traiu todos os takisianos. Em sua nave de guerra: Zabb.

Jake cambaleava pela rua com sua garrafa de La Copita na mão, dentro de um saco de papel. Na orla, no Bairro dos Curingas, ele, um limpo, sem droga nenhuma para fazer àquela hora da noite, especialmente se estiver bêbado daquele jeito. Mas Jake não sabia muito bem para onde estava indo desde que o merda com cabeça de iguana o jogou para fora do bar por fazer arruaça. Uma coisa boa, ele pensou, era que carregava uma reserva no bolso do casaco.

Um ronco tomou seu ouvido. Ele parou e observou quando o topo de um prédio veio abaixo bem à sua frente — sem explodir, sem implodir, mas saindo numa peça, impecável, como queira, como a tampa de uma caixa. Pousou gentilmente no telhado do prédio ao lado, e então aquela concha gigantesca coberta com pequenas manchas de luz flutuou para fora do edifício. Nenhum som saía dela. Pairou contra o céu laranja embotado enquanto o telhado flutuava de volta para o lugar. Então, ela se inclinou para cima e sumiu, partindo para a Grande Escuridão.

Deliberadamente, Jake caminhou para o bueiro mais próximo e, com mira precisa, lançou para dentro dele sua garrafa de La Copita pela metade. Então, partiu rapidamente para fora do Bairro dos Curingas.

— Nunca pensei em, tipo, voar com uma espaçonave bem do seu quarto, cara — disse o Capitão Viajante, visivelmente encantado.

— Acho que seu povo chama isso de cabine, não é?

De fato, parecia um cruzamento de harém otomano com as cavernas de Carlsbad. No meio de tudo isso havia uma imensa cama de dossel cheia de grandes almofadas, e num roupão no meio dela estava Tach. Havia muito ele jurara morrer na cama; a biotecnologia takisiana tornou possível alcançar esse objetivo e um fim heroico ao mesmo tempo, se esta for sua inclinação.

— Não há centro formal de comando… ponte de comando?… numa nave como esta. Na maioria das naves de guerra, como na nave Hellcat do meu primo, existe, mas numa nave de passeio, não. — Ele sentiu um chiado de fúria de Baby pela menção do nome Hellcat. Eram rivais de longa data.