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Hmm… meu Cinquenta Tons quer lutar.

— Não morda o lábio — avisa ele.

Eu solto o lábio, obediente.

— Acho que estou em desvantagem, Sr. Grey.

Bato os cílios, fazendo charme, e me contorço provocantemente embaixo dele. Isso pode ser divertido.

— Desvantagem?

— Você já me colocou na posição em que quer, não?

Ele sorri maliciosamente, e pressiona a virilha contra a minha mais uma vez.

— Bom argumento, Sra. Grey — sussurra, e me dá um beijo rápido na boca.

Então, abruptamente, muda de posição, levando-me junto, até que estou montada nele. Pego suas mãos, segurando-as junto à sua cabeça. Minha mão machucada protesta, mas ignoro a dor. Meu cabelo cai como um véu castanho à nossa volta, e mexo a cabeça de forma a fazer cócegas no rosto dele com as pontas dos fios. Ele vira a cabeça, esquivando-se, mas não tenta me impedir.

— Então quer dizer que você quer uma brincadeira bruta? — pergunto, esfregando minha virilha na dele.

Ele entreabre a boca e inspira forte.

— Quero — sussurra, e eu o solto.

— Espere.

Alcanço o copo d’água ao lado da cama. Deve ter sido Christian que o deixou ali. A água está fresca e ainda tem gás — fresca demais para estar ali há muito tempo —, e me pergunto a que horas ele veio para a cama.

Enquanto tomo um longo gole, Christian vai desenhando pequenos círculos com os dedos ao longo das minhas coxas, fazendo minha pele formigar, depois agarra e aperta minha bunda exposta. Hmm.

Inspirando-me em seu incrível repertório, inclino-me para a frente e o beijo, despejando água gelada dentro de sua boca.

Ele bebe.

— Muito gostoso, Sra. Grey — murmura ele, abrindo um sorriso infantil e divertido.

Depois de colocar o copo de volta na mesa de cabeceira, tiro suas mãos da minha bunda e as seguro junto à sua cabeça mais uma vez.

— Então eu devo mostrar resistência? — Sorrio maliciosamente.

— Isso mesmo.

— Não sou muito boa atriz.

— Tente. — Ele sorri.

Inclino-me para baixo e dou-lhe um beijo casto.

— Tudo bem, vou tentar — sussurro, passando os dentes no queixo dele, sentindo sua barba por fazer me arranhando.

Christian produz um som baixo e sensual na garganta e se mexe, jogando-me na cama ao seu lado. Solto um grito de surpresa, e logo ele está sobre mim, e começo a me debater, mas ele agarra minhas mãos. Seguro seu peito com violência e o empurro com todas as minhas forças, tentando tirá-lo de cima de mim, enquanto, com o joelho, ele tenta abrir minhas pernas.

Continuo empurrando seu peito — Caramba, que homem pesado —, mas ele não recua nem se imobiliza, como teria feito antes. Ele está gostando! Christian tenta agarrar meus pulsos, e finalmente pega um deles, apesar das minhas corajosas tentativas de soltá-lo. É minha mão machucada, então não tenho como resistir, mas agarro o cabelo dele com a outra mão e puxo com força.

— Ai!

Ele consegue soltar a cabeça e me encara com o olhar feroz e libidinoso.

— Selvagem — balbucia ele, sua voz cheia de um deleite lascivo.

Em resposta a apenas essa única palavra sussurrada, minha libido explode, e eu paro de atuar. Mais uma vez luto em vão para soltar minha mão da dele. Ao mesmo tempo, tento cruzar os tornozelos para conter sua investida. Mas ele é muito pesado. Ah! É frustrante e excitante.

Com um gemido, Christian captura minha outra mão. Segurando meus dois pulsos com a mão esquerda, ele faz a direita viajar vagarosamente — de maneira quase insolente — pelo meu corpo, apalpando e acariciando por onde passa, beliscando meu mamilo no caminho.

Uivo em resposta, o prazer produzindo fisgadas curtas, agudas e quentes do meu mamilo até a virilha. Faço outra tentativa vã de afastá-lo, mas ele está todo em cima de mim.

Quando ele tenta me beijar, jogo a cabeça para o lado a fim de impedi-lo. Prontamente, sua mão insolente larga a barra da minha camiseta para subir até o meu queixo, segurando-me enquanto ele passa os dentes pelo meu maxilar, numa referência ao que eu lhe fiz antes.

— Ah, baby, resista — murmura ele.

Eu giro e torço o corpo, tentando me libertar da sua prisão impiedosa, mas é inútil. Ele é muito mais forte do que eu. Christian está mordendo de leve meu lábio inferior, e sua língua tenta invadir minha boca. Então percebo que não quero resistir. Eu o desejo — agora, mais do que nunca. Paro de resistir e, fervorosamente, retribuo seu beijo. Não ligo se não escovei os dentes. Não ligo para o jogo que deveríamos estar jogando. O desejo, quente e intenso, flui pela minha corrente sanguínea, e eu me entrego. Descruzando os tornozelos, abraço seu quadril com minhas pernas e, com os calcanhares, desço seu pijama.

— Ana — sussurra ele, e me beija em todos os lugares.

E então não estamos mais lutando, somos só mãos e línguas e tato e gosto, em movimentos rápidos e urgentes.

— Pele — murmura ele com a voz rouca, a respiração ofegante. E, me puxando para cima, tira minha camiseta com um único e preciso movimento.

— Você — sussurro ao me sentar na cama, porque é a única coisa que me vem à cabeça.

Agarro seu pijama e o puxo para baixo com violência, libertando sua ereção. Pego-o e o aperto. Ele está duro. Christian inspira com força, o ar assobiando ao passar por entre seus dentes, e eu me deleito diante de sua resposta.

— Foder — murmura ele.

Christian inclina o corpo para trás, levantando minhas coxas e me jogando na cama, enquanto eu o puxo e o aperto mais forte, subindo e descendo a mão pela sua ereção. Sentindo uma gota de umidade na ponta, desenho um redemoinho com o polegar. Quando ele me deita no colchão, eu levo o polegar à boca para sentir seu gosto, e suas mãos viajam pelo meu corpo, acariciando meu quadril, minha barriga, meus seios.

— É bom? — pergunta ele, em cima de mim e com o torso erguido, os olhos em chamas.

— Sim. Prove.

Enfio o polegar na sua boca; ele chupa e morde meu dedo. Dou um gemido, seguro sua cabeça e o puxo para mim, para poder beijá-lo. Envolvendo-o com minhas pernas, tiro de vez seu pijama com os pés e então subo nele, mantendo as pernas em volta da sua cintura. Seus lábios percorrem o contorno do meu rosto, mordiscando de leve.

— Você é tão linda. — Ele enterra a cabeça na base do meu pescoço. — Que pele linda. — Sua respiração é suave à medida que seus lábios deslizam para os meus seios.

O quê? Estou ofegante, confusa — ávida, e agora em compasso de espera. Achei que seria rápido.

— Christian. — Ouço o sutil apelo na minha voz e me inclino para baixo, enterrando as mãos no seu cabelo.

— Quieta — sussurra ele, e circula meu mamilo com a língua antes de colocá-lo na boca e sugar com força.

— Ah!

Eu gemo e me contorço, erguendo a pélvis para provocá-lo. Ele sorri encostado à minha pele e volta a atenção para meu outro seio.

— Ansiosa, Sra. Grey? — Ele então suga com força meu mamilo. Agarro seu cabelo. Ele geme e ergue o olhar. — Vou fazer você parar — ameaça ele.

— Me possua — imploro.

— Tudo a seu tempo — murmura ele, com a boca ainda grudada na minha pele.

Sua mão viaja com uma velocidade irritantemente lenta para o meu quadril enquanto ele reverencia meu mamilo com a boca. Solto um gemido alto, a respiração curta e rápida, e tento mais uma vez guiá-lo para dentro de mim, erguendo meu corpo ao encontro do dele. Ele já está duro, pronto e perto do clímax, mas demora o quanto pode comigo.

Foda-se. Eu me debato e torço o corpo, determinada a afastá-lo de mim de novo.

— Mas o que…

Agarrando minhas mãos, Christian as segura contra a cama, meus braços bem abertos, e joga todo o peso do corpo sobre mim, dominando-me completamente. Estou sem fôlego, descontrolada.