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— Uma égua que fala a língua do Verão seria uma grande sensação

— disse a rainha secamente. — Diga a seu irmão para manter suas esporas bem afiadas. Eu acharei algum modo dele montar sua potranca muito em breve, pode ter certeza disso.

— Eu direi a ele, Vossa Graça. Ele está ansioso por esta cavalgada, não pense que ele não está. Ela é uma bela coisinha, aquela potranca.

É por mim que ele está ansioso, bobo, a rainha pensou. Tudo que ele quer de Margaery é o senhorio entre as suas pernas. Gostava quando estava com Osmond, mas às vezes ele era tão lento quanto Robert. Esperava que sua espada fosse mais rápida que sua inteligência. Chegaria o dia em que Tommen iria precisar dela.

Eles estavam cruzando a sombra da destruída Torre da Mão quando o som de vivas os atravessou. Do outro lado do pátio, algum escudeiro tinha feito um passe na Justa e jogado uma cruzeta girando.

Os vivas estavam vindo de Margaery Tirell e suas galinhas. Muito tumulto por pouco. Alguém poderia pensar que o rapaz tinha ganhado um torneio. Então ela surpreendeu-se, vendo que o rapaz era Tommen no cavalo, vestindo placas douradas.

A rainha não teve alternativa a não ser colocar um sorriso e ir ver seu filho. Ela chegou a ele quando o Cavaleiro das Flores estava o ajudando a descer de seu cavalo. O garoto estava sem fôlego de excitação.

— Vocês viram? — Ele perguntava a todos. — Eu fiz exatamente como Sor Loras disse. Você viu Sor Osney?

— Eu vi. — Disse Osney Kettleblack. — Uma bela visão.

— Você tem um assento melhor que o meu senhor — interviu Sor Dermot.

— Eu quebrei a lança também, você ouviu Sor Loras?

— Tão alto como um trovão. — Uma rosa de jaspe e ouro entrelaçados estava no ombro de Sor Loras e o vento remexia artisticamente os seus cabelos. Você montou um campo excelente, mas apenas uma vez não é suficiente. Você deve fazer novamente amanhã. Deve montar todos os dias até que a terra exploda verdadeira e diretamente, e sua lança se torne tão parte de seu corpo quanto seu braço.

— Eu quero.

— Você foi glorioso. — Margaery dobrou um joelho e deu um beijo na bochecha de Tommen e colocou seus braços ao seu redor. — Cuidado irmão — ela alertou Sor Loras. — Meu marido galante vai ultrapassa-lo em mais alguns anos, eu penso.

As três primas delas concordaram, e a desgraçada garotinha de Bulwer dava pulos, cantando.

— Tommen será o campeão, o campeão, o campeão.

— Quando for crescido. — Disse Cersei.

Os sorrisos secaram como rosas beijadas pelo gelo. E a cara de varíola da septã foi a primeira a dobrar seus joelhos. Os restantes a seguiram, exceto a pequena rainha e seu irmão.

Tommen não pareceu notar o súbito arrepio no ar.

— Mãe, você me viu? — Ele balbuciou feliz. — Eu quebrei minha lança no escudo e a bolsa não me acertou!

— Eu estava assistindo do outro lado da praça. Você foi muito bem, Tommen. Eu não esperaria nada menos de você. A Justa está em seu sangue.

Um dia você irá liderar as listas, exatamente como seu pai fazia.

— Nenhum homem se comparara a ele. Margaery Tirell lançou um sorriso tímido à rainha. Mas eu nunca soube que o Rei Robert fosse tão bom na Justa. Por favor, Vossa Graça, nos conte, quais torneios ele venceu?

Quais grandes cavaleiros ele fez cair da sela? Tenho certeza que o rei iria adorar ouvir sobre as vitórias de seu pai.

Um rubor subiu pelo pescoço de Cersei. A garota a havia pego.

Robert Baratheon havia sido inexpressivo na Justa, na verdade. Durante os torneios ele havia preferido o corpo a corpo, onde ele poderia fazer homens sangrarem com seu machado embotado ou seu martelo. Era em Jaime em quem ela pensava, quando havia falado. Não era próprio dela se esquecer assim.

— Robert venceu o torneio do Tridente. — Ela teve de dizer. — Ele derrubou o Príncipe Rhaegar e me nomeou Rainha do amor e da beleza.

Estou surpresa de você não saber a história, minha filha. — Ela não deu tempo a Margaery para moldar uma resposta. — Sor Osmond, ajude meu filho com sua armadura, por bondade. Sor Loras caminhe comigo, preciso trocar uma palavra contigo.

O Cavaleiro das Flores não teve escolha a não ser seguir nos seus calcanhares, como o cachorrinho que era. Cersei esperou até estarem nas escadas em espiral antes de falar.

— O que era aquilo, me diga?

— Minha irmã — ele admitiu. — Sor Tallad, Sor Dermot e Sor Portifer estavam montando na Justa, e a rainha sugeriu que Vossa Graça gostaria de ter um turno.

Ele a chamou assim para provocar-me.

— E você fez?

—Eu ajudei Vossa Graça a colocar sua armadura e mostrei a ele como treinar sua lança — respondeu.

— Aquele cavalo era muito grande para ele. E se ele caísse? E se o saco de areia tivesse amassado a cabeça dele?

— Contusões e lábios sangrando fazem parte de ser um cavaleiro.

— Começo a entender porque seu irmão é um aleijado. — Isto tirou o sorriso do lindo rosto dele, ela ficou feliz em ver. — Se porventura meu irmão falhou em explicar as suas obrigações, sor. Você está aqui para proteger meu filho dos inimigos. Treiná-lo para cavalaria é da competência do mestre de armas.

— A Fortaleza Vermelha não tem um mestre de armas desde que Aron Santagar foi morto — Sor Loras disse, com uma pontada de reprovação em sua voz. — Vossa Graça tem nove anos e está ansioso para aprender. Na idade dele ele deveria ser um escudeiro. Alguém tem que ensiná-lo.

Alguém irá. Mas não será você.

— Diga-me, de quem foi escudeiro, Sor? — Ela perguntou docemente. — Sor Renly, não foi?

— Tive a honra.

—Sim, imagino quanta. — Cersei havia visto quão apertado eram os laços entre escudeiros e os cavaleiros a que serviam. Ela não queria Tommen crescendo próximo a Loras Tyrell. O Cavaleiro das Flores não era o tipo de homem para nenhum garoto imitar. — Eu tenho sido descuidada. Com um reino para governar, uma guerra para lutar, e um pai para lamentar, talvez eu tenha esquecido um assunto tão crucial quanto nomear um mestre de armas.

Devo corrigir este erro quanto antes.

Sor Loras puxou de volta uma mecha que havia caído em sua testa.

— Vossa Graça, não encontrará um homem tão habilidoso com a espada e a lança quanto eu.

Humilde, não?

— Tommen é seu rei, não seu escudeiro. Você deve lutar por ele, morrer por ele se for necessário. Nada mais.

Ela o deixou na ponte levadiça, que se estendia sobre o fosso como uma cama de pregos de ferro e entrou na Fortaleza de Maegor sozinha. Onde encontrarei um mestre de armas, ela pensava enquanto subia para seus aposentos. Recusando Sor Loras, ela havia tirado a chance de todos os cavaleiros da Guarda Real. aquilo seria sal na ferida, certamente irritaria Jardim de Cima. Sor Tallad, Sor Dermot? Certamente deve haver alguém.

Tommen estava gostando de seu escudo jurado, mas Osney estava se mostrando menos capaz do que ela esperava no assunto da donzela Margaery, e ela tinha uma função diferente em mente para seu irmão Osfryd.

Tinha sido realmente uma pena que o Cão tivesse ficado raivoso. Tommen sempre tivera medo da voz áspera e da face queimada de Sandor Clegane, e o desdém de Clegane seria o antídoto perfeito para o cavalheirismo afetado de Loras Tyrell.

Aron Santagar é de Dorne, Cersei lembrou. Eu poderia enviá-lo para Dorne. Séculos de guerras sangrentas estavam entre Lançassolar e Jardim de Cima. Sim, um homem de Dorne poderia preencher minhas expectativas perfeitamente. Deve haver boas espadas em Dorne.