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A Senhora Merrywether tinha dito isso, e estava certa. A zombaria era certamente obra do mercenário. Conseguia imaginar ele vendo seu enrugado e vermelho filho adotivo sugando uma das tetas de Lolly, um copo de vinho em uma mão e um sorriso insolente no rosto. Aproveite todos os seus desejos, Sor Bronn, você estará gritando em breve. Aproveita sua senhora desmiolada e seu castelo roubado enquanto puderes. Quando for hora, vou te esmagar como se fosse uma mosca. Talvez devesse mandar Loras Tyrell para esmagá-lo, isso se de alguma forma o Cavaleiro das Flores conseguisse retornar vivo de Pedra do Dragão. Isso seria maravilhoso. Se os deuses forem bons, irão matar-se um ao outro, como Sor Arryk e Sor Erryk. E quanto a Stokeworth... Não, estava farta de pensar sobre Stokeworth.

Taena voltara a dormir quando a rainha retornou ao quarto, com a cabeça girando. Muito vinho e pouco descanso, disse para si mesma. Não era toda noite que era acordada duas vezes com tão desesperadas notícias. Pelo menos pude levantar. Robert estaria muito bêbado para levantar, quanto mais para governar. Teria pedido para Jon Arryn cuidar de tudo isto. Lhe agradava pensar que era um rei melhor que Robert.

O céu lá fora já estava começando a clarear. Cersei sentou na cama ao lado da Senhora Merryweather, ouvindo sua leve respiração, vendo seus seios subirem e descerem.

Será que está sonhando com Myr? Ela imaginava. Ou era com o seu amante da cicatriz, o perigoso homem de cabelos escuros que não poderia ser recusado? Estava certa de que Taena não estava sonhando com Lorde Orton.

Cersei colocou suas mãos no seio da mulher. Suavemente, quase nem o tocando, sentindo o calor que emitia na palma de sua mão, a pele lisa como cetim. Deu um aperto suave, então passou o dedo levemente sobre o grande e escuro mamilo, para trás e para frente e para trás e para frente até que o sentiu endurecer. Quando olhou pra cima, os olhos de Taena estavam abertos.

— Isso foi bom? — perguntou.

— Sim, — a Senhora Merryweather disse.

— E isso? — Cersei beliscou o mamilo, com força, torcendo-o entre seus dedos.

A mulher de Myr deu um suspiro de dor.

— Você está me machucando.

— É só o vinho. Eu bebi um frasco na minha janta, e outro com a viúva Stokeworth. Tive que beber para manter a calma. — Ela torceu o outro mamilo de Taena, beliscando até a mulher suspirar de novo. — Eu sou a rainha. Eu tenho que exigir meus direitos.

— Faça o que a senhora desejar. — O cabelo de Taena era negro igual ao de Robert, mesmo entre suas pernas, e quando Cersei os tocou, estavam encharcados, enquanto os de Robert eram grossos e secos. — Por favor — a mulher Myrish disse — vá em frente, minha rainha. Faça o que quiser comigo. Eu sou sua.

Mas não valia a pena. Não podia sentir o que quer que Robert sentisse nas noites em que a possuía. Não havia prazer, não para ela. Para Taena, sim. Seus mamilos eram dois diamantes negros, seu sexo estava escorregadio e fumegante. Robert poderia tê-la amado por uma hora. A rainha deslizou um dedo para dentro do pântano da Myrish, depois outro, movendo eles para dentro e para fora, mas uma vez que Robert estivesse dentro de você, ele dificilmente lembraria seu nome.

Queria ver se seria tão fácil com uma mulher como era com Robert.

Dez mil de nossos filhos pereceram na minha mão, Vossa Graça, pensou, deslizando um terceiro dedo para dentro de Myr. Enquanto você roncava, eu lambia os vossos filhos da minha cara e dedos um por um, todos aqueles pálidos e pegajosos príncipes. Você reivindicou seus direitos, meu lorde, mas na escuridão eu comia seus herdeiros. Taena estremeceu. Ofegou algumas palavras em uma língua estrangeira, depois ofegou de novo, arqueou suas costas e gritou. Soa como se estivesse sendo estripada, a rainha pensou. Por um momento se deixou imaginar que seus dedos eram as presas de um javali, rasgando a mulher de Myr da virilha até a garganta.

Ainda não está bom.

Nunca tinha sido bom com ninguém a não ser com Jaime.

Quando tentou tirar sua mão, Taena pegou seus dedos e os beijou.

— Querida rainha, como eu posso te agradar? — Ela deslizou sua mão em Cersei e tocou-lhe sexo. — Diga o que quer de mim, meu amor.

— Saia — Cersei afastou-se e puxou as mantas para se cobrir, tremendo. Estava amanhecendo. Logo amanheceria, e tudo isso seria esquecido.

Nunca teria acontecido.

JAIME

Os trompetes lançaram o seu grito metálico, que ascendeu ao tranquilo céu azul do pôr-do-sol. Josmyn Peckledon se pôs em pé de um salto e correu para pôr o cinto de seu senhor.

O garoto tem um bom instinto.

— Os bandidos não anunciam a sua chegada com trompetes. — lhe disse Jaime. — Não preciso de uma espada. Deve ser o meu primo, o Guardião do Oeste.

Quando saiu da tenda, os cavaleiros já estavam desmontando: meia dúzia de cavaleiros e mais de vinte arqueiros e soldados a cavalo.

— Jaime! — rugiu um homem desgrenhado que vestia uma cota de malha dourada e capa de pele de burro. — Tão fraco, e todo de branco! E com barba!

— Isto? Apenas uma penugem se comparada com a tua, primo. — A barba encrespada e o farto bigode de Sor Daven se fundiam num cavanhaque espesso como um arbusto, e o emaranhado cabelo ruivo era amassado pelo elmo que estava tirando. No meio de todo aquele cabelo sobressaia um nariz arrebitado e um par de olhos castanhos, cheios de energia. — Algum bandido te roubou a navalha com que você fazia a barba?

— Jurei que não cortaria o cabelo até que meu pai fosse vingado. — Apesar de seu aspecto leonino, a voz de Daven Lannister tinha uma estranha timidez. — Mas o Jovem Lobo se encarregou de Karstark antes de mim.

Tirou a vingança de minhas mãos. — Estendeu o elmo ao escudeiro e passou os dedos pelo cabelo. — Mas gosto de ter barba. As noites são cada vez mais frias; um pouco de pelugem mantém a cara quente. Além disso, como dizia tia Genna, tenho um carvão no lugar do queixo. — Agarrou Jaime pelos braços. — Tememos por ti depois do que aconteceu no Bosque dos Murmúrios. Houve rumores de que o lobo gigante do Stark havia destroçado tua garganta.

— Derramou amargas lágrimas por mim, primo?

— A metade de Lannisporto derramou. A metade feminina. — O olhar de Daven se parou no coto do braço de Jaime. — Então é verdade.

Esses filhos da puta te cortaram a mão da espada.

— Agora tenho uma nova, de ouro. Ser maneta tem as suas vantagens. Bebo menos vinho, por medo de derramá-lo.

— Bem pensado. — Seu primo começou a rir. — Quem te fez isso?

Catelyn Stark?

— Vargo Hoat.

De onde saem essas lendas?

— O qoriense? — Sor Davos cuspiu. — Isto é para ele e a sua Companhia dos Bravos. Disse a teu pai que eu mesmo me encarregaria de conseguir provisões, mas se negou. Me disse que há tarefas adequadas para os leões, e que a forragem era destinada às cabras e aos cães.

Eram as palavras literais de Lorde Tywyn, Jaime sabia; quase podia ouvir a voz de seu pai.

— Entra, primo. Temos que conversar.

Garrett havia acendido a fogueira, e as cinzas conferiam à tenda de Jaime um calor avermelhado. Sor Daven tirou a capa e a atirou a Lew Pequeno.

— É um Piper, garoto? — grunhiu. — Parece um tanto insignificante.