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Tommen estava contente diante da perspective de uma montaria, e claro que Lord Gyles estava honrado pelo convite dela... mas quando ela lhe pediu para ser seu mestre de moeda, ele começou a tossir tão violentamente que ela teve medo que ele morresse ali naquele momento. Mas a Mãe era misericordiosa, e Gyles eventualmente se recuperou o suficiente para aceitar, e até começou a tossir os nomes dos homens que ele queria substituir, os funcionários aduaneiros e os administradores de lã nomeados por Mindinho, até um dos guardiões das chaves.

— Nomeie como a vaca quem você quiser, contanto que o leite flua.

E se a questão for levantada, você se uniu ao conselho ontem.

— Ont... — Um acesso de tosse o fez se dobrar. — Ontem.

Certamente. — Lord Gyles tossiu em um quadrado vermelho de seda, como se para ocultar o sangue em sua saliva. Cersei fingiu não notar.

Quando ele morrer eu vou encontrar outra pessoa. Talvez ela chamasse de volta Mindinho. A rainha não imaginava que aquele Petyr Baelish fosse autorizado permanecer como Lorde Protetor do Vale por muito tempo, com Lysa Arryn morta. Os senhores do Vale já estavam se agitando, se o que Pycelle disse for verdade. Uma vez que levarem o menino miserável para longe dele, o Lorde Petyr virá rastejando de volta.

Vossa Graça? — Lord Gyles tossiu, e limpou a boca. — Eu poderia... — Ele tossiu de novo. — ...perguntar quem ... — Outra série de tosse o atormentou. — ... quem será a Mão do Rei?

— Meu tio, — ela respondeu ausentemente.

Foi um alívio para ela ver as portas da Muralha Vermelha iminentes à sua frente. Ela deu Tommen a carga de seus escudeiros e se retirou agradecia para seus aposentos para descansar.

Mal ela tirou os sapatos e Jocelyn entrou timidamente para dizer que Qyburn estava lá fora e ansiava por uma audiência.

— Deixe-o entrar, — a rainha ordenou. Um governante não descansa.

Qyburn era velho, mas seus cabelos ainda tinham mais cinza do que neve neles, e as linhas de riso ao redor da boca o faziam se parecer como o avô preferido de algumas menininhas. Um avô um tanto maltrapilho, pensou. O colarinho de seu robe estava desgastado, e uma manga havia sido rasgada e mal costurada.

— Devo pedir perdão a Vossa Graça pela minha aparição, — disse ele. — Eu tenho estado lá embaixo nos calabouços fazendo interrogações a respeito da fuga do Duende, como a senhora ordenou.

— E o que você descobriu?

— A noite que Lorde Varys e seu irmão desapareceram, um terceiro homem também desapareceu.

— Sim, o carcereiro. O que tem ele?”

— Rugen era o seu nome. O carcereiro que era responsável pelas celas negras. O chefe da carceragem o descreve como corpulento, com barba por fazer, e fala ríspida. Ele honrou seu compromisso com o antigo rei, Aerys, vinha e ia como ele quisesse. As clas negras não foram ocupadas muitas vezes nos últimos anos. Os outros carcereiros tinham medo dele, ao que parece, mas ninguém sabia muito sobre ele.

Ele não tinha amigos, nem parentes. Nem bebia ou ia a bordéis frequentemente. A cela em que dormia era úmida e triste, e a palha em que dormia em cima estava mofada. O seu penico estava transbordando.

— Eu sei disso tudo. — Jaime examinou a cela de Rugen, e os homens de Manto Dourado de Sor Addam a examinaram novamente.

— Sim, Sua Graça, — disse Qyburn, — mas você sabia que embaixo do penico fedorento havia uma pedra solta, que abria em uma pequena cavidade? O tipo de lugar onde um homem esconderia objetos de valor que ele não queria que descobrissem?

— Valiosos? — Isso era novo. — Moeda, você quer dizer? — Ela suspeitou o tempo todo que Tyrion tinha, de alguma forma, comprado este carcereiro.

— Permanece uma dúvida. Com certeza, o buraco estava vazio quando eu o encontrei. Sem dúvida Rugen levou o seu tesouro ilícito com ele quando fugiu. Mas enquanto eu estava agachado em cima do buraco com a minha tocha, eu vi algo brilhar, então eu esfreguei a sujeita até que ficasse visível. — Qyburn abriu sua mão. — Uma moeda de ouro.

Ouro, sim, mas no momento em que Cersei o pegou podia dizer que havia algo errado. Muito pequeno, ela pensou, muito fino. A moeda estava velha e desgastada. De um lado era o rosto de um rei de perfil, do outro lado a marca de uma mão.

— Isso não é dragão, — ela disse.

— Não, — Qyburn concordou. — Isso data de antes da Conquista, Vossa Graça. O rei é Garth o Décimo Segundo, e a mão é Sigil da Casa Gardener.”

De Jardim de Cima. Cersei fechou sua mão sobre a moeda. Que traição é esta? Mace Tyrell foi um dos juízes de Tyrion, e gritou alto por sua morte. Seria um estratagema? Ele poderia estar tramando com o Duende o tempo todo, conspirando a morte do meu pai? Com Tywin Lannister em sua cova, Lord Tyrell seria uma escolha óbvia para ser o Conselheiro do Rei, mas mesmo assim...

— Você não vai falar disso com ninguém, — ela ordenou.

— Vossa Graça deve confiar em minha discrição. Qualquer homem que ande com mercenários aprende a segurar a sua língua, ou então não consegue tê-la por muito tempo.

— Em minha companhia também. — A rainha colocou a moeda de lado. Ela deveria pensar sobre isso mais tarde. — O que há sobre o outro assunto?

— Sor Gregor. — Qyburn deu de ombros. — Eu o examinei, como a senhora mandou. O veneno da lança de Víbora era veneno de manticora do leste, eu apostaria minha vida nisso.

— Pycelle disse que não. Ele disse ao senhor meu pai que o veneno de manticora mata no instante em que atinge o coração.

— E assim ele age. Mas esse veneno foi, de alguma maneira, engrossado, para protelar a morte do Montanha.

— Engrossado? Engrossado como? Com alguma outra substância?

— Pode ser como Sua Graça sugere, embora na maioria dos casos adulterar um veneno só diminui sua potência. Pode ser que a causa seja...

menos natural, digamos. Um feitiço, eu acho

Seria esse um grande tolo como Pycelle?

— Então você está me dizendo que a Montanha está morrendo de alguma magia negra?

Qyburn ignorou a zombaria em sua voz.

— Ele está morrendo envenenado, mas vagarosamente, e com uma agonia extraordinária. Os meus esforços em diminuir sua dor provaram ser tão improdutivos como os de Pycelle. Sor Gregor está excessivamente acostumado com a papoula, eu temo. Seu escudeiro me diz que ele é atormentado por dores de cabeça cegante e frequentemente toma o leite da papoula como outros homens bebem cerveja . Seja como for, suas veias ficaram pretas da cabeça ao calcanhar, sua água é nublada e com pus, e o veneno gerou um buraco na sua lateral tão grande quanto o meu punho. É

uma surpresa que este homem ainda esteja vivo, verdade seja dita.

— O tamanho dele, — a rainha sugeriu, franzindo o cenho. —Gregor é um homem muito grande. E também muito idiota. Muito idiota para saber que ele deve morrer, parece. — Ela estendeu seu copo e Senelle o encheu novamente. — Seus gritos assustam Tommen. É sabido que me acorda a noite. Eu diria que já passamos do tempo de convocarmos Ilyn Payne.

— Vossa Graça, — disse Qyburn, — talvez eu devesse levar Sor Gregor para os calabouços? Seus gritos não irão perturbá-la de lá, e eu poderei cuidar dele mais livremente.

— Cuidar dele? — Ela riu. — Deixe Sor Ilyn cuidar dele.

— Se é o desejo de Vossa Graça, — Qyburn disse, — mas esse veneno... seria útil descobrir mais sobre isso, não seria? Envie um cavaleiro para matar um cavaleiro e um arqueiro para matar um arqueiro, o povo costuma dizer. Para combater as artes da magia negra... — Ele não terminou o raciocino, mas sorriu para ela.