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Cersei lhe lançou um olhar fulminante, mas desta vez ela teve o senso de morder na língua.

—Cear? — Tyrell parecia surpreso — Suponho que... é claro, eu ficaria honrado, minha senhora esposa e eu.

A rainha forçou um sorriso e fez um ruído agradável. Mas quando Tyrell tinha se despedido e Tommen tinha sido expulso com Sor Addam Marbrand, ela se voltou para Jaime com raiva.

— Você está bêbado ou sonhando, sor? Ora diga, porque estou jantando com este tolo e sua apegada esposa? — Uma rajada de vento agitou seus cabelos dourados. — Eu não vou nomeá-lo Mão, se é isso que...

— Você precisa de Tyrell — Jaime a interrompeu. — Mas não aqui.

Peça-o para capturam Ponta Tempestade para Tommen. Lisonjeie-o, e diga que você precisa dele no campo, para substituir o seu pai. Mace se imagina um poderoso guerreiro. Ou ele vai entregar Ponta Tempestade para você, ou vai falhar e parecer um tolo. De qualquer forma, você vence.

— Ponta Tempesdade? — Cersei olhou pensativa. — Sim, mas Lord Tyrell tornou tediosamente claro que não partirá de Porto Real até que Tommen se case com Margaery.

Jaime suspirou.

— Então deixe que eles se casem. Será anos até que Tommen tenha idade suficiente para consumar o casamento. E até que ele faça, a união pode sempre ser anulada. De a Tyrell seu casamento e envie-o para brincar na guerra.

Um sorriso cauteloso se esgueirou no rosto da irmã.

— Mesmo cercos tem seus perigos. — Ela murmurou. — Assim, nosso Lorde de Jardim de Cima pode até perder sua vida nessa aventura.

— Há esse risco —Jaime concordou. — Especialmente se sua paciência for pouca, e ele decida invadir o portão.

Cersei deu-lhe um olhar demorado.

— Você sabe. — disse ela. — Por um momento você soou exatamente como o pai.

BRIENNE

Os portões de Valdocaso foram fechados e barrados. Através da escuridão da madrugada, as muralhas da cidade brilhavam O palidamente. Em suas muralhas, tufos de nevoeiro se moviam como sentinelas fantasmagóricas. Uma dúzia de carros de bois haviam parado em frente aos portões, esperando o sol nascer.

Brienne tomou seu lugar por trás de alguns nabos. Suas panturrilhas doíam, e foi bom ela ter desmontado e esticado as pernas. Em pouco tempo, veio outra carruagem ribombando dos bosques. No momento em que o céu começou a clarear, a fila se estendia para trás de um quarto de milha.

O povo da fazenda lhe lançava olhares curiosos, mas ninguém falou com ela. É para mim falar com eles, Brienne disse a si mesma, mas ela sempre achara difícil falar com estranhos. Mesmo quando garota ela tinha sido tímida. Longos anos de desprezo só a tinham feito ainda mais tímida.

Eu devo perguntar por Sansa. De que outra forma poderei encontrá-la? Ela limpou a garganta.

— Boa senhora — ela disse a mulher no carro de nabos — talvez você viu minha irmã na estrada? Uma jovem empregada, treze anos, rosto cheio, olhos azuis e cabelos ruivos. Ela pode estar andando com um cavaleiro bêbado.

A mulher balançou a cabeça, mas o marido disse:

— Então ela não é empregada doméstica, eu aposto. Será que a pobre menina tem um nome?

A cabeça de Brienne estava vazia. Eu deveria inventar um nome para ela. Qualquer nome serviria, mas nenhum vinha a ela.

— Sem nome? Bem, as estradas estão cheias de garotas sem nome.

— O cemitério é ainda mais cheio — disse sua esposa.

Quando amanheceu, os guardas apareceram nos parapeitos. Os agricultores subiram em suas carroças e sacudiram as rédeas. Brienne montou também e deu uma olhada para trás. A maioria da fila de espera para entrar em Valdocaso eram os povos das fazendas carregados com frutas e verduras para vender. Um par de burgueses ricos sentaram-se polidamente há uma dúzia de lugares atrás dela, e mais para trás, ela viu um garoto magro em um cavalo malhado. Não havia sinal dos dois cavaleiros, nem Sor Shadrich, o Rato Louco.

Os guardas estavam acenando através das carruagens com um olhar perdido, mas quando Brienne chegou ao portão eles lhe deram uma pausa.

— Pare, você! — bradou o capitão. Um par de homens em armaduras e cotas de malha cruzaram suas lanças e barraram seu caminho — Declare o seu propósito aqui!

— Eu procuro o Senhor de Valdocaso, ou seu Meistre.

Os olhos do capitão permaneceram em seu escudo.

— O bastão preto de Lothston. Este é um brasão de má reputação.

Eles não são meus. Eu pretendo ter o escudo repintado.

— Oh sim? — o capitão coçou o queixo mal barbeado. – Minha irmã faz esse trabalho, quando isso acontece. Você vai encontrá-la em uma casa com as portas pintadas, em frente da Sete Espadas. — Ele fez um gesto para os guardas. — Deixem-na passar, rapazes, é uma meretriz.

O portão se abriu em uma praça de mercado, onde aqueles que estavam entrando antes dela estavam descarregando para vender pelas ruas seus nabos, cebolas amarelas e sacos de grãos de cevada. Outros vendiam armas e armaduras, e muito mais baratos ao julgar pelos preços que eles gritavam quando ela passou. Os saqueadores vem com os corvos de carniça depois de cada batalha. Brienne passou com seu cavalo por expedições de camisas ainda manchadas de sangue marrom, elmos golpeados, e longas espadas denteadas. Lá havia roupas para serem adquiridas também: botas de couro, casacos de pele e casacos corados com rendas suspeitas. Ela conhecia muito dos emblemas. O Punho do Guadeleite, O Alce, O Sol Branco, O Machado de Duas Laminas, todos esses eram do norte. Os homens de Tarly pereceram aqui também, ela pensou, e muitos das terras das tempestades. Ela viu as maças vermelhas e verdes, um escudo que levava os três raios de Leygood, arreios de cavalos modelados com as formigas de Ambrose. O próprio Lorde Tarly apareceu em um crachá, broches e gibão. Amigo ou inimigo, os corvos não se importam.

Havia escudos de pinheiro e tília, a ser obtidos por alguns centavos, mas Brienne passava por eles. Ela pretendia manter o pesado escudo de carvalho que Jaime havia dado a ela, aquele que havia suportado a si mesmo de Harrenhal à Estrada do Rei. Um escudo de pinheiros tinha sua vantagem.

Era mais leve e portanto mais fácil de suportar, e a madeira macia era melhor para prender um machado inimigo ou uma espada. Mas carvalho dava mais proteção, se você fosse forte suficiente para suportar o seu peso.

Valdocaso foi construída em torno de seu porto. Ao norte da cidade os penhascos eram como giz rosa; ao sul uma península rochosa blindava os navios fundeados de tempestade chegando do mar estreito. O castelo tinha vista para o porto, mantinha suas grandes torres visíveis para todo o porto.

Nas ruas apinhadas de paralelepípedos, era mais fácil andar de passeio, então Brienne deixou sua égua estável e continuou a pé, com seu escudo pendurado nas costas e seu saco de dormir colocado debaixo de seus braços.

A irmã do capitão não era difícil de encontrar. A Sete Espadas era a maior estalagem da cidade, uma estrutura de quatro andares que se erguia sobre seus vizinhos, e as duplas portas através do caminho eram pintadas de forma deslumbrante. Elas mostravam um castelo em uma madeira de outono, as arvores feitas em tons de dourado e castanho-avermelhado. A hera rastejando até os troncos de carvalho antigo, e até mesmo as bolotas haviam sido feitas com carinho. Quando Brienne olhou mais de perto, ela viu as criaturas na folhagem: uma manhosa raposa vermelha, dois passarinhos em um galho, e por trás destes havia uma sombra de um javali.

— Sua porta é muito bonita — ela disse a mulher de cabelos negros que respondeu quando ela bateu. — Que castelo seria este?