Выбрать главу

Lorde Randyll Tarly havia comandado o exército de Joffrey, composta de homens do ocidente e das terras das tempestades e cavaleiros de Campina. Os homens que haviam morrido aqui tinham sido levados de volta para dentro das muralhas, para descansar em túmulos de heróis debaixo dos septos de Valdocaso. Os mortos do norte, mais numerosos, foram enterrados em uma vala comum junto ao mar. Acima dos lugares que marcaram seus lugares de descanso, os vencedores tinham levantado um marcador tosco de madeira. AQUI JAZEM OS LOBOS era tudo que dizia.

Brienne parou ao lado dele e fez uma oração silenciosa para eles, e para Catelyn Stark, seu filho Robb e todos os homens que tinham morrido com ele. Ela se lembrou da noite em que a Senhora Catelyn descobriu que seus filhos estavam mortos, os dois rapazes que ela tinha deixado em Winterfell para mantê-los seguros. Brienne sabia que tinha algo terrivelmente errado.

Ela tinha perguntado a ela se tinha tido noticias de seus filhos.

— Eu não tenho filhos além de Robb — a Senhora Catelyn havia replicado. Ela soava como se uma faca estivesse sido cravada em sua barriga. Brienne havia atravessado através da mesa para dar-lhe conforto, mas ela parou antes que seus dedos tocassem a mulher mais velha, com medo de que esta recuasse para longe. a Senhora Catelyn havia virado suas mãos para mostrar a Brienne cicatrizes em suas mãos e dedos, onde uma vez uma faca cortou fundo em sua carne. Então ela começou a falar sobre suas filhas.

— Sansa era uma mocinha — ela disse — sempre cortês e ansiosa para agradar. Ela adorava contos de valor cavalheiresco. Ela vai se transformar em uma mulher mais bonita do que eu, você pode ver isso. Eu muitas vezes iria escovar os seus cabelos. Ela tinha cabelos ruivos, grossos e macios... o vermelho que iria brilhar como cobre na luz das tochas.

Ela falou sobre Arya também, sua filha mais nova. Mas Arya estava morta, provavelmente morta agora. Sansa, embora... Eu vou encontrá-la, minha senhora. Brienne jurou sobre a solidão inquieta da Senhora Catelyn.

Eu nunca pararei de procurar, eu darei minha vida se preciso for, desisto de minha honra, desisto de todos meus sonhos, mas eu irei encontrá-la.

Além do campo de batalha a estrada corria junto à costa, entre o crescente mar verde-acinzentado e uma linha de baixas colinas de calcário.

Brienne não era a única viajante na estrada. Havia aldeias de pescadores ao longo da costa por muitas léguas, e os pescadores usavam este caminho para levarem seus peixes ao mercado. Ela cavalgou passando por uma peixeira e suas filhas voltando para casa com uma cesta vazia sobre os ombros. Por sua armadura, elas pensaram que ela era um cavaleiro, até que viram seu rosto.

Então as garotas sussurraram uma para outra e lançaram olhares para ela.

— Vocês viram uma empregada de treze anos ao longo da estrada?

— ela lhes perguntou. — Uma criada bem nascida com olhos azuis e cabelos vermelhos? — Sor Shadrich havia feito-a prudente, mas ela tinha que continuar tentando. — Ela pode estar viajando com um bobo. — Mas elas só balançaram a cabeça e riram dela por trás das mãos.

Na primeira vila que ela chegou, meninos descalços corriam ao lado de seu cavalo, ela tinha vestido seu elmo, chateada pelas risadinhas dos pescadores, então eles a tomaram por um homem. Um rapaz ofereceu-lhe moluscos, outro ofereceu caranguejos, e outro ofereceu sua irmã.

Brienne comprou três caranguejos do segundo garoto. Quando ela chegou a deixar a aldeia, já estava chovendo e o vento subia. Tempestade se aproxima, ela pensou, olhando para o mar. As gotas de chuva pingavam contra seu elmo em sua direção, fazendo seus ouvidos vibrarem enquanto andava, mas era melhor do que estar lá fora, em um barco. Uma hora ao norte, a estrada estava dividida em uma pilha de pedras caídas que marcavam a ruína de um pequeno castelo. A via direita serpenteava-se ao longo da costa em direção a Ponta da Garra Rachada, uma terra sombria de pântanos. A via esquerda atravessava montanhas, campos e bosques em direção a Lagoa da Donzela. A chuva estava caindo mais pesadamente até então. Brienne desmontou e tirou a égua da estrada para pegar algum abrigo entre as ruínas.

O curso das muralhas do castelo ainda podia ser discernido entre o silvo e a erva daninha e olmos selvagens, mas as pedras que havia o erguido estavam espalhadas como bloco de crianças pela estrada. Mas, no entanto, parte do principal ainda se mantinha de pé. Suas triplas torres eram de granito cinza, como as paredes quebradas, mas os seus merlões eram de arenito amarelo. Três coroas, ela percebeu, enquanto olhava para elas através da chuva. Três coroas de ouro. Este havia sido um castelo Hollard.

Sor Dontos havia nascido aqui. Ela levou sua égua entre os escombros para a entrada principal da fortaleza. Da porta, somente as dobradiças de ferro enferrujadas permaneceram, mas o teto ainda se sustentava, e estava seco lá dentro. Brienne amarrou a égua rente à parede, retirou o elmo e sacudiu os cabelos. Ela estava procurando por um pouco de madeira seca para acender o fogo, quando ouviu o som de outro cavalo se aproximando. Algum instinto a fez se afastar de volta para as sombras, onde ela não podia ser vista da entrada. Este foi o mesmo caminho onde ela e Sor Jaime haviam sido capturados. Ela não tinha a intenção de sofrer isso de novo.

O cavaleiro era um pequeno homem. O Rato Louco, pensou ela quando teve seu primeiro vislumbre dele. De alguma forma ele me seguiu.

Sua mão foi para o punho de sua espada, e ela viu perguntando-se se Sor Shadrich poderia pensar que ela era presa fácil só porque era uma mulher. O

castelão de Lorde Grandison havia cometido este erro uma vez. Humfrey Wagstaff era o seu nome, um orgulhoso homem de sessenta e cinco anos.

Com o nariz parecido com o de um falcão e uma cabeça manchada. No dia em que tinham ficado prometidos, ele advertiu Brienne que esperava que ela fosse uma mulher boa já que iriam se casar.

— Eu não ver ter minha senhora esposa pinoteando em uma cota de homem. Sobre isso você deve obedecer-me, para que eu não seja obrigado a castigá-la.

Ela tinha dezesseis anos e não era estranha a uma espada, mas ainda era tímida, apesar de sua proeza no quintal. No entanto, de alguma forma ela encontrara coragem de dizer a Sor Humfrey que só aceitaria castigo de um homem que poderia lutar com ela. O velho cavaleiro ficou púrpura, mas concordou em vestir sua própria armadura e ensiná-la o lugar de uma mulher. Eles lutaram com armas de torneio, então, a maça de Brienne não tinha espinhos. Ela quebrou a clavícula de Sor Humfrey, duas costelas e o noivado. Ele foi seu terceiro respectivo marido, e o último. Seu pai não insistiu novamente. Se Sor Shadrich fosse ladrando em seus calcanhares, ela poderia muito bem ter uma luta em suas mãos. Ela não tinha intenção de se associar com o homem ou deixá-lo segui-la até Sansa. Ele tem o tipo de arrogância que vem com as habilidades com as armas, ela pensou, mas ele é pequeno. Eu tenho o alcance dele, e devo ser mais forte também. Brienne era tão forte quando a maioria dos cavaleiros, e seu antigo mestre de armas costumava dizer que ela era mais rápida do que qualquer mulher do seu tamanho tinha o direito de ser. Os deuses haviam dado a ela perseverança também, o que Sor Goodwin considerava um nobre dom. Luta de espada e escudo era cansativo, e a vitória frequentemente ia para o homem com mais resistência. Sor Goodwin havia lhe ensinado a lutar com cautela, para conservar sua força deixando os inimigos gastarem as suas em ataques furiosos.

— Os homens sempre vão subestimar você — ele disse. — E seu orgulho vai fazê-los querer aniquilá-la rapidamente, para não dizer que uma mulher lutou duramente.