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Starke fez sinal para Hogg de que estava tudo bem. Num instante a porta foi aberta pelo co-piloto. A escada foi baixada. Imediatamente, Zataki subiu os degraus e ficou em pé no alto com a arma preparada.

— Excelência, não é preciso isso — disse Starke. — Todo mundo para fora, o mais depressa possível, está bem?

Havia oito passageiros — quatro deles pilotos, três mecânicos e Genny McIver.

— Meu Deus, Genny! Não esperava vê-la.

— Olá, Duke. Duncan achou melhore... não importa. Manuela vai... — Ela a viu e foi até onde estava Manuela. Elas se abraçaram e Starke notou como Genny tinha envelhecido.

Ele seguiu Zataki até o aparelho vazio. Assentos extras tinham sido colocados. No fundo, perto do toalete, havia vários engradados.

— Peças e o motor sobressalente que você precisava — disse Johnny Hogg do assento do piloto, entregando-lhe o formulário. — Olá, Duke!

Zataki pegou o formulário e fez um sinal para Hogg.

— Fora!

— Se o senhor não se importar, eu sou o responsável pelo aparelho, sinto muito — disse Hogg.

— Pela última vez, fora!

— Saia do seu lugar por um momento, Johnny. — interveio Starke. — Ele só quer verificar se não há nenhuma arma. Excelência, seria mais seguro se o piloto pudesse ficar aqui. Eu me responsabilizo por ele.

— Fora!

Relutante, John Hogg saiu da pequena cabine. Zataki certificou-se de que não havia nada nos bolsos que ficavam dos lados do assento, depois fez sinal para ele voltar ao seu lugar e examinou a cabine.

— Aquelas são as peças de que você precisa?

— Sim — disse Starke e, gentilmente, abriu espaço para ele no patamar da escada, de onde Zataki chamou alguns homens para carregarem os engradados para a pista. Os homens fizeram isso sem o menor cuidado, batendo com os engradados na porta e nos degraus, fazendo os pilotos estremecerem. Então

Zataki revistou o aparelho minuciosamente, não encontrando nada que o irritasse. Exceto o vinho na geladeira e a bebida que havia no armário.

— Nada mais de bebidas no Irã. Nenhuma. Confiscadas! — Ele quebrou as garrafas na pista e ordenou que abrissem os engradados. Havia um motor a jato e muitas outras peças. Tudo estava no formulário. Starke observava da porta da cabine, tentando passar despercebido.

— Quem são esses passageiros? — perguntou Zataki. O segundo-oficial entregou-lhe uma lista de nomes. Estava escrita em inglês e em farsi: "Pilotos e mecânicos temporariamente desnecessários, todos com licenças vencidas". Ele começou a examinar a lista e os homens.

— Duke — Johnny Hogg disse cautelosamente da cabine —, tenho algum dinheiro para você e uma carta de McIver. É seguro?

— Por enquanto.

— São dois envelopes que estão no bolso de dentro do meu uniforme. McIver disse que a carta é particular.

Starke encontrou-os e enfiou-os no bolso de dentro do casaco.

— Como estão as coisas em Teerã? — perguntou com o canto da boca.

— O aeroporto está uma casa de loucos, com milhares de pessoas tentando entrar nos três ou quatro aviões que eles permitiram que pousassem até agora — disse rapidamente Hogg —, com pelo menos seis jumbos amontoados, esperando por uma autorização para aterrissar. Eu, ahn, eu simplesmente furei a fila, entrei sem autorização e disse: "Oh, sinto muito, pensei que estivesse autorizado", apanhei o meu pessoal e escapuli. Mal tive tempo de conversar com McIver. Ele estava cercado por revolucionários com o dedo no gatilho e por um ou dois mulás, mas ele parece estar bem. Pettikin, Nogger e os outros também parecem bem. Eu estou sediado em Al Shargaz por pelo menos uma semana, para ir e vir como for possível. — Al Shargaz não era longe de Dubai, onde a S-G tinha o seu QG deste lado do golfo. — Nós tivemos permissão da torre de controle de Teerã para trazer peças e pessoal para substituir aqueles que tencionamos levar. Parece que eles vão nos manter mais ou menos na medida de um para um e fornecendo tudo, com vôos marcados para sábados e quartas-feiras. — Ele parou para respirar. — Mac disse para você encontrar uma desculpa para eu vir aqui de vez em quando. Eu vou ser uma espécie de mensageiro dele e de Andy Gavallan até as coisas se normalizarem...

— Cuidado — Starke disse disfarçadamente, ao ver Zataki olhar para o avião. Ele observara Zataki inspecionar os passageiros e seus documentos. Então viu-o fazer-lhe um sinal e desceu a escada.

— Sim, Excelência?

— Este homem não tem visto de saída.

O homem era Roberts, um dos montadores, de meia-idade, muito experiente. A ansiedade transparecia no seu rosto marcado de rugas.

— Eu disse a ele que não consegui um visto, capitão, nós não pudemos, os escritórios de imigração ainda estão fechados. Não houve nenhum problema em Teerã.

Starke deu uma olhada no documento. O prazo só havia expirado há quatro dias.

— Talvez o senhor pudesse deixar passar desta vez, Excelência. É verdade que o escritório..

— Sem visto de saída ele não vai. Ele fica! Roberts ficou branco.

— Mas Teerã me deixou sair e eu tenho que estar em Londres... Zataki agarrou-o pelo casaco e arrancou-o da fila, atirando-o no chão.

Enfurecido, Roberts levantou-se.

— Por Deus, eu tenho uma autor... — Ele parou. Um dos Faixas Verdes estava com um rifle encostado no seu peito, outro estava atrás dele, ambos prontos para puxar o gatilho.

— Espere ao lado do jipe, Roberts. Droga! Espere ao lado do jipe — disse Starke.

Um dos Faixas Verdes empurrou rudemente o mecânico em direção ao jipe enquanto Starke tentava disfarçar sua preocupação. Jon Tyrer e Manuela também não tinham papéis atualizados.

— Sem visto de saída ninguém sai! — Zataki repetiu maldosamente e apanhou os papéis do homem seguinte.

Genny, que era a próxima da fila, estava muito assustada, odiando Zataki e a violência e o cheiro de medo que a cercava, com pena de Roberts que precisava voltar à Inglaterra porque um dos seus filhos estava muito doente, suspeitava-se de pólio, e não havia nem correio nem telefones, e telex só esporadicamente. Ela observou Zataki examinando vagarosamente os papéis do piloto que estava na frente dela. Maldito filho da mãe!, pensou. Eu tenho que entrar naquele avião. Tenho que entrar. Oh, como eu gostaria de que todos nós estivéssemos partindo. Pobre Duncan, ele simplesmente se recusa a cuidar dele mesmo, não se preocupa em comer adequadamente e com certeza vai tornar a ter uma úlcera.

— O meu visto de saída não está atualizado — disse ela, tentando mostrar-se tímida, e deixando algumas lágrimas brilharem nos olhos.

— Nem o meu — disse Manuela, num fio de voz. Zataki olhou para elas e hesitou.

— Mulheres não são responsáveis, só os homens. Vocês duas podem partir. Desta vez. Subam a bordo.

— Será que o sr. Roberts não pode vir também? — perguntou Genny, apontando para o mecânico. — Ele real..

— Subam a bordo! — Gritou Zataki, num dos seus súbitos e loucos ata quês de raiva, com o sangue subindo para o rosto.

As duas mulheres subiram as escadas correndo, com todo mundo momentaneamente em pânico, e até os Faixas Verdes se agitaram nervosos.

— Excelência, o senhor tem razão — Starke falou em farsi, obrigando se a aparentar calma. — Mulheres não devem discutir. — E esperou e todo mundo também esperou, mal respirando, com os olhos escuros cravados nele. Mas Starke sustentou-lhe o olhar. Zataki balançou a cabeça concordando e continuou a examinar, carrancudo, os papéis que tinha nas mãos.

Na véspera Zataki voltara de Isfahan e Esvandiary autorizara um vôo para o dia seguinte de tarde para levá-lo de volta a Bandar Delam. Quanto mais cedo melhor, pensou Starke.