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Cristo! Onde vai acabar tudo isso?

AINDA NO MESMO TRÂNSITO: 9:15H. McIver se arrastava, bem mais ao sul, dirigindo-se à área do bazar, onde ficava a casa de Jared Bakravan, com Tom Lochart ao seu lado.

— Tudo vai dar certo — disse McIver, doente de preocupação.

— Claro, Mac. Não esquenta.

— Sim, nada de preocupações.

Quando McIver voltou para o seu apartamento depois do encontro com Ali Kia, muito satisfeito, Tom Lochart estava lá, tinha chegado poucos momentos antes. Sua alegria por ter visto Tom Lochart são e salvo dissipou-se imediatamente quando notou a aparência deste e pelas notícias que Pettikin lhe deu a respeito da comunicação por rádio feita por Freddy Ayre sobre Scot Gavallan em Zagros, e sobre o fato de Starke ter sido levado pelo komiteh de Kowiss para interrogatório a respeito da 'fuga de Isfahan'.

— A culpa é toda minha, Mac — tinha dito Tom Lochart.

— Não, a culpa não é sua, Tom. Nós dois caímos numa cilada. De qualquer modo, fui eu que dei permissão para o vôo, não que isso tenha ajudado Valik. Eles estavam todos a bordo; como foi que você conseguiu sair? Conte-nos o que aconteceu, depois eu chamo Freddy. Você quer um drinque?

— Não, não, obrigado. Ouça, Mac, tenho que encontrar Xarazade. Ela não estava em casa, eu estou com esperanças de que ela esteja na casa do pessoal dela e eu tenho...

— Ela está lá, eu sei que está, Tom. Erikki me disse, pouco antes de partir esta manhã para Tabriz. Você já soube o que aconteceu com o pai dela?

— Sim, eu soube, uma coisa terrível! Você tem certeza de que ela está lá?

— Tenho. — McIver caminhou pesadamente até o aparador e preparou um drinque enquanto continuava: — Ela não esteve no apartamento desde que você partiu e ela estava bem até... Erikki e Azadeh a viram anteontem. Ontem eles...

— Erikki disse como ela estava?

— Ele disse que ela estava tão bem quanto se poderia esperar. Você sabe como estas famílias iranianas são unidas. Não sabemos mais nada sobre o pai dela, a não ser o que Erikki nos contou: que ele recebera ordens de ir até a prisão como testemunha, e em seguida a família recebeu ordens de apanhar o corpo e foi informada de que ele tinha sido fuzilado por 'crimes contra o Islã". Erikki disse que eles apanharam o, ahn, o corpo e, bem, ontem eles estavam de luto. Sinto muito, mas é tudo. — Ele tomou um gole da bebida e se sentiu melhor. — Ela está em casa, em segurança. Primeiro conte-nos o que aconteceu com você, e depois eu vou ligar para Freddy e nós vamos procurar Xarazade.

Lochart contou rapidamente. Eles escutaram, perplexos.

— Quando Rudi me disse que aquele oficial da Força Aérea iraniana, Abbasi, é que tinha derrubado o HBC, eu quase enlouqueci. Eu... eu desmaiei, e a próxima coisa que me lembro é do dia seguinte. Abbasi e os outros já tinham ido embora e estava tudo sob controle. Mac, a idéia de Charlie a respeito de um seqüestro, isso não vai colar... não tem jeito!

— Nós sabemos disso, Tom — respondera MacIver. — Termine a sua história.

— Eu não consegui uma autorização para voar de volta, então arranjei um carro emprestado, cheguei há umas duas horas e fui direto para o apartamento. O pior é que ele foi confiscado pelos Faixas Verdes, assim como todas as propriedades do sr. Bakravan, exceto a loja do bazar e a casa onde mora a família.

Lochart contou a eles o que acontecera, acrescentando:

— Eu... eu agora sou como um órfão no meio de uma tempestade. Não tenho mais nada, nós não temos nada, Xarazade e eu. — Ele riu e foi uma risada infeliz e McIver pôde ver que ele estava morrendo por dentro. — É verdade que o prédio era de Jared, e também o apartamento e tudo o que está lá dentro, embora... embora uma parte seja o dote de Xarazade... Vamos embora, sim, Mac?

— Primeiro deixe-me ligar para Freddy. O...

— Oh, é claro, desculpe. Estou tão preocupado que não consigo pensar direito.

McIver terminou o seu drinque e foi até o HF. Ele ficou olhando para o aparelho.

— Tom — disse tristemente — o que você quer fazer a respeito de Zagros?

Tom Lochart hesitou.

— Eu podia levar Xarazade para lá comigo.

— É perigoso demais, meu rapaz. Sinto muito, mas é isso. — McIver viu Lochart olhar para dentro de si mesmo, como que a medir-se, e suspirou, sentindo-se muito velho.

— Se Xarazade estiver bem, eu vou voltar com Jean-Luc amanhã de manhã e nós vamos analisar o problema de Zagros, e ela vai no próximo vôo para Al Shargaz — disse Lochart. — Dependendo do que encontrarmos em Zagros... se tivermos que fechar, Insha 'Allah, despacharemos todos os nossos operários para Shiraz, para embarcarem nos vôos regulares. A companhia vai dizer-lhes para onde ir, e nós removeremos tudo para Kowiss, aparelhos, peças e pessoal. Certo?

— Sim. Enquanto isto, eu irei ao ministro amanhã bem cedo e verei se posso ajeitar as coisas. — McIver ligou o botão de transmissão. — Kowiss, aqui é QG. Está me ouvindo?

Quase instantaneamente:

— QG, aqui é Kowiss, capitão Ayre, continue por favor, capitão McIver.

— Primeiro, quanto a Zagros Três: diga ao capitão Gavallan que o capitão Lochart e Sessonne estarão de volta amanhã por volta de meio-dia com instruções. Enquanto isto, prepare planos para obedecer ao komiteh. — Malditos filhos da mãe, pensou, então continuou para o benefício daqueles que estavam escutando: — O gerente de base da IranOil em Zagros deve lembrar ao komiteh que o aiatolá e o governo ordenaram claramente que a produção de petróleo voltasse ao normal. O fechamento de Zagros interferira seriamente com a produção daquela área. Informe ao capitão Gavallan que eu cuidarei disto pessoalmente com o ministro Kia, que, há uma hora atrás, me confirmou esta ordem e me deu permissões por escrito para retirar e substituir turmas com o nosso 125 até...

— Cristo, Mac, que ótimas notícias — ouviu-se pelo rádio.

— Sim... com o nosso 125 até que o serviço regular se normalize. Substituição de pessoal e substituição de aparelhos para executar todo o trabalho extra e cumprir os contratos da Guerney que o governo está nos pedindo para as sumir; portanto eu não entendo as ações do komiteh local. Entendeu, capitão Ayre?

— Sim senhor. Mensagem perfeitamente clara

— O capitão Starke já voltou? Houve um longo silêncio, depois.

— Negativo, QG.

A voz de McIver tornou-se ainda mais fria.

— Chame-me imediatamente assim que ele voltar. Capitão Ayre, cá entre nós, se ele tiver qualquer problema e não estiver de volta à base são e salvo ao amanhecer, eu prenderei todos os nossos aparelhos no solo, em todo o Irã, interromperei todas as nossas operações e mandarei todo o nosso pessoal para fora do Irã.

— Ótimo, Mac — disse baixinho Pettikin. McIver estava concentrado demais para ouvi-lo.

— Entendeu isto, Kowiss? Silêncio. E depois:

— Afirmativo.

— No que diz respeito a você — McIver acrescentou, tendo uma idéia repentina —, informe ao major Changiz e a 'Pé-quente' de minha parte que eu estou mandando que você interrompa todas as operações, inclusive emergências até que Starke esteja de volta à base. Entendeu?

Silêncio, depois:

— Afirmativo. A mensagem será transmitida imediatamente.

— Ótimo. Mas apenas a informação que diz respeito à sua base. O resto é segredo até o amanhecer. — Ele sorriu implacavelmente e depois acrescentou:

— Eu farei uma viagem de inspeção assim que o 125 voltar, portanto certifique se de que todos os relatórios estejam em dia. Mais alguma coisa?