— Sinto muito, Mac — Gavallan dissera rispidamente —, eu não quero discutir esse tipo de coisa, nem nada que diga respeito a Ian, Quillan, Linbar ou qualquer outra pessoa ligada à Struan's. Oficialmente, eu não estou mais com a Casa Nobre. Vamos deixar as coisas como estão.
É justo, McIver pensara na época e tinha continuado a manter o acordo. Ele olhou para Gavallan. Os anos tinham sido bondosos com Andy, disse a si mesmo, ele ainda é um homem bastante atraente, mesmo com todos esses problemas.
— Não se preocupe, Andy. Não há nada que você não possa resolver.
— Eu gostaria de poder acreditar nisso nesse momento, Mac. Sete dias representam um enorme problema, não?
— Problema é brincadeira — McIver notou que o marcador de gasolina estava no vazio e explodiu: — Alguém deve ter roubado gasolina enquanto estávamos estacionados. — Ele parou, saltou do carro e tornou a voltar, batendo a porta. — O maldito filho da mãe quebrou a fechadura. Vou ter que reabastecer. Felizmente nós ainda temos alguns tambores de vinte litros e o tanque do subsolo ainda está pelo meio com combustível de helicóptero para emergências. — E tornou a ficar em silêncio, com a mente perturbada por Zagros, Jordon, o HBC e os sete dias. Quem será que vamos perder em seguida? Silenciosamente, começou a praguejar e então ouviu a voz de Genny dizendo: "Nós podemos fazê-lo se quisermos, eu sei que podemos, eu sei..."
Gavallan pensava no filho. Eu não vou sossegar enquanto não o vir com os meus próprios olhos. Amanhã, se tudo der certo. Se Scot não estiver de volta antes da hora do meu avião para Londres, eu cancelo e volto no domingo. E tenho que dar um jeito de ver Talbot — talvez ele possa me dar alguma ajuda. Meu Deus, só sete dias...
McIver reabasteceu o carro rapidamente, depois saiu do aeroporto e entrou no tráfego. Um grande jato de transporte da Força Aérea dos Estados Unidos passou voando baixo, pronto para aterrissar.
— Eles estão fazendo a manutenção de cerca de cinco jumbos por dia, com supervisores militares e Faixas Verdes 'supervisionando', todo mundo dando ordens, cancelando-as, e ninguém prestando atenção — disse McIver. — A BA me prometeu três lugares em cada um dos seus vôos para os nossos compatriotas. Com bagagem. Eles esperam pousar um jumbo aqui dia sim, dia não.
— E o que eles querem em troca?
— As jóias da Coroa! — disse McIver, tentando melhorar o ânimo deles, mas a piada soou sem graça. — Não, nada, Andy. O gerente da BA, Bill Shoesmith, é um grande amigo meu e está fazendo um grande trabalho. — Ele desviou o carro da carcaça queimada de um ônibus, que estava de lado tomando metade da estrada, como se estivesse perfeitamente bem estacionado. — As mulheres vão tornar a marchar hoje. Há rumores de que vão continuar até Khomeini ceder.
— Se elas permanecerem unidas, ele vai ter que ceder.
— Eu não sei mais o que pensar atualmente. — McIver continuou dirigindo por mais algum tempo e depois fez um sinal mostrando os pedestres que passavam para um lado e para o outro. — Eles parecem achar que está tudo bem. As mesquitas estão lotadas, as marchas de apoio a Khomeini atraem multidões, os Faixas Verdes estão combatendo destemidamente os esquerdistas, que também os combatem com a mesma coragem. — Ele tossiu. — Os nossos empregados, bem, eles me tratam com a costumeira gentileza e adulação iranianas e nunca se sabe o que eles estão realmente pensando. Mas tenho certeza que eles querem ver a gente F-O-R-A! — E subiu na calçada para evitar colidir com um carro que vinha pela contramão, tocando a buzina, andando depressa demais para as condições da estrada, depois prosseguiu. — Maldito idiota — disse. — Se não fosse pelo fato de que eu amo o velho Lulu, eu iria atrás deles e lhes daria uma lição! — Olhou para Gavallan e sorriu. — Andy, estou muito contente por você estar aqui. Obrigado. Sinto-me melhor agora. Desculpe.
— Não há problema — Gavallan disse calmamente, mas por dentro estava fervendo. — E quanto a Turbilhão? — perguntou, incapaz de se conter.
— Bem, sejam sete dias ou setenta... — McIver desviou para evitar outro acidente, devolveu o gesto obsceno e continuou. — Vamos fingir que estamos todos de acordo e que poderíamos apertar o botão no dia D se quiséssemos, dentro de sete dias. Não, Armstrong disse que é melhor não contar com mais de uma semana, então vamos dizer seis dias a partir de hoje, na próxima sexta-feira. Uma sexta-feira seria o melhor dia de qualquer modo, não?
— Por ser o dia santo deles, sim, eu também pensei nisso.
— Então, resumindo o que Charlie e eu conseguimos imaginar: Fase Um: De hoje em diante, mandaremos para fora todos os estrangeiros e peças que pudermos, de todas as maneiras que pudermos, no 125, de caminhão para o Iraque ou a Turquia, ou como bagagem e excesso de bagagem pela BA. De algum modo, eu vou fazer Bill Shoesmith aumentar as nossas reservas de lugares e nos dar prioridade no espaço de carga. Nós já retiramos dois dos nossos 212 'para reparos' e o de Zagros está marcado para sair amanhã. Ainda temos cinco aparelhos aqui em Teerã, um 212, dois 206 e dois Alouettes. Vamos mandar o 212 e os Alouettes ostensivamente para atender ao pedido de helicópteros feito por 'Pé-quente', embora só Deus saiba para que ele os está querendo. Duke diz que não está usando todos os aparelhos. De qualquer maneira, vamos deixar os dois 206 aqui para disfarçar.
— Deixá-los?
— Não há nenhum modo de retirar todos os nossos helicópteros, Andy, não importa o tempo de que dispomos. Agora, no dia D menos dois, na quarta-feira, o resto do pessoal aqui do QG, Charlie, Nogger, o resto dos pilotos e mecânicos, e eu; nós embarcamos no 125 na quarta-feira e nos mandamos para Al Shargaz, a menos, é claro, que possamos retirar alguns pela BA. Não se esqueça que pensam que estamos trabalhando com força total, entra um, sai um. Depois nós...
— E quanto a papéis, vistos de saída?
— Vou tentar conseguir alguns em branco com Ali Kia. Vou precisar de alguns cheques em branco da Suíça, ele compreende pishkesh mas também é membro do conselho, muito esperto, louco por dinheiro, mas não está disposto a arriscar a pele. Se ele não puder, então nós vamos simplesmente utilizar o pishkesh para embarcar no 125. A nossa desculpa para os sócios, Ali Kia ou quem quer que seja, quando eles descobrirem que nós partimos, é que você convocou uma conferência urgente em Al Shargaz. É uma desculpa fraca, mas isso não importa. Assim termina a Fase Um. Se formos impedidos de partir, então aqui termina o Turbilhão, porque seremos usados como reféns para a devolução dos aparelhos, e eu sei que você não vai concordar em nos sacrificar. Fase Dois: nós nos esta...
— E quanto aos pertences de vocês? E de todos os caras que têm apartamentos e casas em Teerã?
— A companhia vai ter que pagar uma indenização justa. Será parte dos lucros e prejuízos do Turbilhão. De acordo?
— Ê a quanto vai esse total, Mac?
— Não muito. Nós não temos outra opção.
— Sim, sim. Eu concordo.
— Fase Dois: Nós nos estabelecemos em Al Shargaz, e aí muita coisa já terá acontecido. Você já terá providenciado para que os jumbos 747 de carga cheguem a Al Shargaz na tarde do dia D menos um. Nessa ocasião, de alguma forma, Starke já terá escondido tambores de duzentos litros, em número suficiente para que eles atravessem o golfo. Outra pessoa terá escondido mais combustível em alguma ilha deserta perto da Arábia Saudita ou dos Emirados para Starke, caso ele necessite, e para Rudi e seus rapazes de Bandar Delam que precisarão dele com certeza. Scrag não tem problemas de combustível. Enquanto isso, você terá conseguido registros britânicos para todos os aparelhos que estamos planejando 'exportar', e terá conseguido permissão para atravessar o espaço aéreo do Kuwait, da Arábia Saudita e dos Emirados. Eu ficarei encarregado da operação Turbilhão propriamente dita. Na madrugada do dia D, você me diz sim ou não. Se for não, é definitivo. Se for sim, eu ainda posso cancelar esta ordem se achar prudente, e então também será definitivo. De acordo?